Lago di Garda
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Lago di Garda

Lago di Garda pelo meu olhar

Vilas à beira da água e os pequenos prazeres de viajar pela Itália
Por Elisa Hibner | Curadoria de experiências Itália e Europa

Elisa às margens do Lago di Garda.

Elisa às margens do Lago di Garda.


Quando penso em uma viagem ao Garda, penso no prazer de caminhar junto à água e deixar a tarde encontrar seu próprio ritmo. Um café no porto, uma rua que convida a continuar, uma mesa da qual não dá vontade de levantar.

É esse Garda que quero apresentar aqui. Um lugar com castelos e montanhas, mas também com vinhedos, sabores locais e hotéis que merecem uma tarde inteira. Para mim, uma viagem bem escolhida precisa guardar espaço para esses momentos.

Nas próximas linhas, divido as cidades que colocaria no seu radar e algumas escolhas para conhecer a região com mais calma.

Um lago com muitas paisagens

O Garda fica no norte da Itália e se divide entre Lombardia, Vêneto e Trentino. É o maior lago do país, e essa dimensão aparece na variedade de paisagens. Ao sul, a água se abre diante de colinas suaves; ao norte, as montanhas se aproximam das margens. Por isso, antes de escolher o hotel, eu gosto de entender qual dessas atmosferas combina com a viagem.

Peschiera del Garda e Desenzano são referências para quem chega de trem. Em Peschiera, os canais e as fortificações dão uma identidade própria à caminhada. Desenzano pode funcionar como uma base para combinar passeios e refeições junto ao lago.

As vilas que eu colocaria no seu radar

Em Sirmione, começaria pelo centro histórico e pelo cenário do Castello Scaligero. Depois, reservaria tempo para as Grotte di Catullo, ruínas de uma grande villa romana na ponta da península. Gosto dessa combinação entre uma visita cultural e uma paisagem que faz parte do passeio.

Na margem oriental, Bardolino e Lazise combinam com caminhadas pela orla e descobertas no interior. Bardolino também aproxima a viagem dos vinhedos. Mais adiante, Garda e Torri del Benaco convidam a uma pausa perto do porto, especialmente para quem quer conhecer as vilas sem transformar o dia em uma corrida.

Malcesine entra na minha seleção pelo centro histórico, pelo castelo e pela possibilidade de subir de teleférico ao Monte Baldo. Para esse passeio, eu escolheria um dia de boa visibilidade. Já Riva del Garda e Torbole, no norte, fazem sentido para quem se imagina entre montanhas, vela e atividades ao ar livre.

Na margem ocidental, Limone merece atenção pela tradição dos limoeiros. Salò, Gardone Riviera e Gargnano podem compor outro percurso, com jardins e cultura. Em Gardone, o Vittoriale degli Italiani é uma visita para quem deseja conhecer o universo de Gabriele d’Annunzio.
O cenário de Sirmione e as montanhas junto à água em Riva del Garda.O cenário de Sirmione e as montanhas junto à água em Riva del Garda.

A época certa para o seu Garda

Para uma viagem de vilas, caminhadas e gastronomia, eu daria preferência à primavera ou ao começo do outono. Abril e maio podem render dias muito agradáveis, com a ressalva de que chuva e feriados entram na conta. Junho é uma possibilidade para quem deseja dias longos e bastante tempo ao ar livre.

Julho e agosto combinam com uma viagem de verão, mas pedem mais antecedência nas reservas. Setembro e o início de outubro são escolhas que considero para unir paisagem e experiências de vinho. No inverno, o lago tem outro ritmo, e é importante verificar o funcionamento dos lugares que você deseja visitar.

O que eu escolheria à mesa

Gosto quando a comida ajuda a entender o lugar. No Garda, procuraria peixes de água doce, azeite local e receitas que preservam a relação com o lago. Os bigoli con le sarde, massa com sardinhas do lago, e o luccio in salsa, lúcio servido com molho e frequentemente acompanhado de polenta, são duas sugestões para conhecer essa cozinha.

No Alto Garda, a carne salada apresenta outra tradição: carne bovina curada e temperada, servida em diferentes preparações. Os cítricos também merecem espaço, tanto nos doces como nos licores. Eu deixaria pelo menos um almoço sem horário apertado para descobrir esses sabores.

Na taça, começaria pelo Lugana, branco produzido na área ao sul do lago. Na margem oriental, procuraria Bardolino e Chiaretto di Bardolino, seu rosé. Do lado lombardo, vale conhecer os vinhos da Valtènesi, ligados à uva Groppello. Escolher uma vinícola e ouvir a história de quem produz costuma ser mais interessante do que tentar visitar várias no mesmo dia.

Quanto tempo eu reservaria

Com dois dias, escolheria uma base e passeios próximos. Uma possibilidade é dedicar um dia a Sirmione e outro a uma vila da margem sul ou oriental, depois de conferir os deslocamentos. Para incluir norte, vinhedos e tempo no hotel, eu ampliaria a estadia. Prefiro que você volte com vontade de conhecer mais a passar a viagem inteira na estrada.

Uma pausa junto ao porto também pode ser parte do roteiro.Uma pausa junto ao porto também pode ser parte do roteiro.

Os momentos que eu guardaria no roteiro

Uma saída de veleiro no fim da tarde é uma das experiências que eu consideraria para uma viagem a dois. A perspectiva muda quando as vilas ficam para trás e o lago ocupa o primeiro plano. Há propostas com skipper e aperitivo ao entardecer; o embarque precisa combinar com a sua base e com as condições do vento.

Para conhecer o interior, escolheria um passeio de bicicleta entre os vinhedos e oliveiras de Bardolino. Existem percursos com características bem diferentes, incluindo trechos em estradas secundárias. Por isso, ajustaria a distância ao seu preparo, avaliaria uma bicicleta elétrica e deixaria a degustação para o encerramento, com o retorno organizado.

Outra escolha é a Limonaia del Castèl, em Limone. Caminhar por seus terraços permite entender como os cítricos eram cultivados e protegidos. É uma visita que acrescenta uma história à paisagem, especialmente para quem gosta de jardins e dos costumes de cada região.

Um hotel que eu amo

O Cape of Senses é uma das minhas escolhas para quem deseja dar à hospedagem um papel importante na viagem. Fica nas colinas de Albisano, acima de Torri del Benaco, com vista para o lago, spa e espaços dedicados à gastronomia.

Eu reservaria tempo para ficar no hotel. Uma manhã tranquila e uma tarde de spa podem fazer tanto sentido quanto mais um passeio. É uma sugestão que gosto para viagens a dois. A propriedade recebe hóspedes a partir de 14 anos e, por estar nas colinas, pede atenção ao transporte para as vilas.
O entardecer muda as cores do lago e convida a diminuir o ritmo.O entardecer muda as cores do lago e convida a diminuir o ritmo.

Vamos pensar na sua viagem

Ao planejar o Garda, começo pelo que você deseja viver. Depois escolho a base e organizo os deslocamentos, considerando que os barcos têm horários sazonais e que as distâncias entre margens podem consumir uma parte importante do dia. Se o seu desejo é conhecer essa Itália com boas escolhas e tempo para aproveitar, vou adorar desenhar essa viagem com você.

Sua próxima história começa aqui.

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